terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Resenha-crítica

O Poder x A Coragem
Por Letícia Rossa

Leões e Cordeiros é um filme que discute um assunto durante cerca de uma hora e meia, exorcizando cada temática como pouca gente fez. Trata-se de um drama onde seis personagens principais se entrelaçam mostrando um Estados Unidos oposto àquele dos ataques terroristas de 2001.
O filme se passa no ano de 2007, seis anos após o atentando de onze de setembro. O país, tentando dar um fim na guerra contra o Afeganistão, traça um novo plano de ataque sob o comando do senador Jasper Ivring (Tom Cruise). Entrevistando o Senador durante todo o filme está Meryl Streep no papel da jornalista Janine Roth. Em cenas marcantes com um diálogo constante, o Senador relata seu plano para a jornalista e expõe à seu modo todos os pontos positivos do final da briga com o Afeganistão.
Em outro núcleo do filme está um professor universitário interpretado por Robert Redford, que tenta convencer o aluno Todd Hayes (Andrew Garfield) a dar um sentido especial para sua vida. Todd é um aluno muito inteligente, mas pouco aplicado. O professor usa para ilustrar seus argumentos a história de dois ex-alunos seus que haviam lha chamado a atenção tamanho seu potencial. Estes alunos (Derek Luke como Arian Finch; Michael Peña como Ernest Rodriguez) decidiram por vontade própria servir ao exército dos Estados Unidos e dedicar suas vidas apenas à pátria.
É em torno destes personagens que a história se desenvolve, levando o expectador à reflexão. O filme apresenta ótima fotografia, sequencia de cenas muito boas e pequenos efeitos especiais que prendem a atenção. A produção conta com um ótimo elenco, do qual pode-se destacar a já conhecida atriz Meryl Streep e Andrew Garfield (Boy A/2007). Streep está brilhante, transbordando emoção e realidade do início ao fim. A atriz permite que a personagem faça parte dela deixando claro para quem assiste suas incertezas e verdades. Meryl Streep corresponde à todas as expectativas.
Já o jovem ator Andrew Garfield surpreende: mostra boa atuação, deixando explícitas as mudanças de seu personagem no decorrer do filme. Demonstra confiança e domina o papel de aluno.
O filme apresenta a realidade de vários tipos de pessoas em diversas situações, mas uma que merece destaque é a dos jornalistas, exemplificada no filme por Janine Roth. A jornalista vive em determinado ponto uma incerteza: torna-se fiel a um governo em que nem mesmo ela acredita ou segue seus princípios e não publica a matéria? Até quando vale a pena resistir? Lutar? Se render? A rede de televisão para qual Janine trabalha praticamente desiste de ir atrás da notícia e torna-se um veículo que faz parte de um governo manipulador e autoritário. É então que a jornalista questiona se é isso que busca ou não.
Leões e Cordeiros como título de filme retrata bem seu significado: leões são os soldados que possuem coragem para lutar em nome de seu país, defendendo com suas próprias vidas seus ideais; e os cordeiros são os governantes, no caso o Senador Ivring, que mandam e ordenam apenas, mostrando a relação do título com o enredo. A coragem versus o poder. Um exemplo de cenas do filme é a dos soldados que dão a vida pelo plano imposto, enquanto o Senador concede uma entrevista dentro de seu gabinete com ar-condicionado.
Recomendar o filme é pouco. O diretor, elenco e equipe conseguem mostrar que fazer cinema não é só divertir, mas sim ensinar a refletir. Todos exemplificaram um momento bem específico da sociedade, deixando para as próximas gerações quase um documento. Uma espécie de presente.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Resenha

LEÕES, CORDEIROS E NADA DE NOVO
por Mariana Lima


Leões e Cordeiros, filme dirigo por Robert Redford, traz para o cinema questões políticas e sociais americanas envolvidas na Guerra do Iraque. Em aproximadamente 90 minutos desenrolam-se três histórias carregadas de diálogos.

Em uma das tramas, o senador Jasper Irving (Tom Cruise) revela à jornalista Janine Roth (Meryl Streep) a nova estratégia do governo dos Estados Unidos para triunfar no conflito do Iraque: implantar pequenos grupos de soldados em pontos isolados do Afeganistão (que, supostamente, estaria fornecendo armamento aos iraquianos) para servirem de “iscas” ao exército inimigo. Irving conta a notícia em primeira mão à Janine para que ela tente elevar a popularidade do governo (e do partido so senador) frente à população americana. A questão focada aqui é a da imprensa enquanto veículo formador de opinião. E aí está o ponto alto fo filme: a “crise de consciência” da jornalista, que, mesmo sendo contrária à guerra, sente-se culpada pela adesão do povo à idéia. Meryl Streep, por sinal, acaba fazendo a melhor interpretação do filme.

Enquanto isso, o professor Stephan Malley (Robert Redford) convoca seu aluno Todd (Andrew Farfield) para uma conversa. Sua intenção é tentar convencer o jovem a não se desiludir com a política e a começar a fazer a sua parte na luta por um povo mais consciente. Garfield é outro destaque na trama, mas como ator iniciante. Suas melhores cenas são as que aparece debatendo com seus colegas em sala de aula.

A parte mais dramática – e que ganha menos destaque – é a que mostra os alunos do professor Malley, Ernest (Michael Pena) e Arian (Derek Luke), um hispâncio e outro afro-americano, no campo de batalha, quando os soldados estão pondo em prática o plano do senador Irving no Afeganistão.

O título do filme sugere que leões são comandado por cordeiros. Ou seja, os valentes vão à luta e dão “a cara a tapa”, em enquanto seus chefes ficam sentado em suas cadeiras confortáveis, assistindo a tudo sem nenhuma emoção.

O filme acaba ficando cansativo por ser, basicamente, composto por diálogos – que por sinal, não dizem nada que você já não saiba.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ensaio

Pode até parecer tarde, mas não tive tempo de colocar antes aqui o link sobre Ensaio que a Cláudia havia pedido para mim.
http://www.zemoleza.com.br/como_fazer_ensaio.asp
Espero que ajude vocês.
Jéssica

Resenha Crítica desenvolvida em aula

Resenha crítica:

Nem todo leão vence

Jéssica Eliara Schaefer


O título “Leões e Cordeiros” se relaciona com o ataque dos mais ricos e possivelmente mais fortes – no caso, os EUA – contra os mais pobres e menos favorecidos – representados pelo Afeganistão. Estes geralmente são subestimados pelos que têm mais poder e, como no filme, os papéis se invertem e o mais fraco vence.

O filme apresenta três pontos de vista, e um deles é mostrado pelo diálogo do Senador Jasper Irving com a jornalista Janine Roth. Ele apresenta à jornalista uma nova investida americana no Afeganistão, o que gera contrapontos entre as opiniões de ambos. A jornalista deseja mostrar os fatos do seu ponto de vista, mas seu chefe quer a publicação conforme as palavras do senador. E essa é a realidade de muitos jornalistas, que são obrigados a escrever suas matérias conforme a linha que o jornal segue e deixam de passar todos os lados da notícia ou até mesmo de expor a sua opinião.

Meryl Streep se sai muito bem no papel da jornalista: faz o debate com o Senador parecer verdadeiro; encara a personagem como se ela própria passasse pela situação. Meryl se emociona com os fatos e acredito que mantém seus ideais, mesmo com a pressão do editor, por suas expressões faciais e atitudes após a conversa. Outro ator que atuou muito bem foi Andrew Garfield, o estudante Todd Hayes. Ele se opõe ao professor, dá argumentos e, além disso, analisa criticamente o que o mestre diz. Hoje em dia, muitos alunos, mesmo tendo ideais diferentes, não questionam o que o professor pensa, seja por medo ou timidez. Todd Hayes mostra o modelo de aluno que muitos queriam ser nas aulas. Ao final de tudo, há a possível aceitação da sugestão que o professor lhe dá de voltar a frequentar a aula e acreditar que tem potencial. Nesse diálogo entre o professor e aluno se apresenta outro ponto de vista: o segundo.

O terceiro ponto em questão é o dos alunos Ernest e Arian que decidem se alistar para tentar mudar a realidade americana de onde vinham: dos subúrbios, nos quais havia muita troca de tiros e pobreza. Acabam indo para o Afeganistão lutar pela liberdade e por suas vidas e, novamente, são desfavorecidos e colocados a beira da morte.

Esses três pontos de vista se interligam de maneira fantástica, prendendo a atenção do espectador para fatos que são realidade: a guerra contra o terrorismo só gerou mortes e não trouxe solução. O filme não mostra o fato do ponto de vista dos EUA já tradicional, no qual eles sempre agem corretamente. Os vários pontos de vista nos trazem outros olhares para esta questão e esse é o principal motivo para recomendar este filme, ainda ressaltando a qualidade, tanto da filmagem, quanto das atuações.

FICHA TÉCNICA:

FILME: Leões e Cordeiros

TÍTULO ORIGINAL: Lions for lambs

DURAÇÃO: 91 min

LANÇAMENTO: 2007

GÊNERO: Drama

ELENCO: Robert Redford (Dr. Stephen Malley)

Meryl Streep (Janine Roth)

Tom Cruise (Senador Jasper Irving)

Michael Peña (Ernest Rodriguez)

Derek Luke (Arian Finch)

Andrew Garfield (Todd Hayes)

Peter Berg (Wirey Pink)

Kevin Dunn (Editor da AXN)

DIREÇÃO: Robert Redford

PRODUÇÃO: Matthew Michael Carnahan, Tracy Falco, Andrew Hauptman e Robert Redford

FOTOGRAFIA: Philippe Rousselot

FIGURINO: Mary Zophres

TRILHA SONORA: Mark Isham

A livraria

Todos os dias, na livraria Letrinhas Mágicas, passam vários tipos de pessoas. Suzy trabalha lá e atende a todos de forma gentil e educada, porém com uma certa desconfiança: ela sempre acha que quem dispença sua ajuda é porque vai fazer algo de errado.
Em um belo dia onde tudo parecia calmo na livraria,algo de estranho aconteceu: um homem alto trajando um belo sobretudo,como se tivesse acabado de sair de um filme,entra na livraria.Suzy, muito educadamente, vai a seu encontro:
- Bom dia, em que posso ajudar?
- Nada não, só estou dando uma olhadinha.
Com um certo receio, Suzy volta a seu posto e fica pensando: o que será que ele quer? Será que vai roubar algum livro? Será que ele está armado e vai render todos que estão aqui? Ela, então, começou a pensar em coisas ainda mais assustadoras:seria o tal sujeito um homem bomba, que mandaria a livraria para os ares? Ou, então, ele seria um serial killer que mataria todos a facadasa começar por ela?
Quando ela menos percebeu, o homem começou a caminhar em sua direção,um clima de tensão pairou no ar, o que será que vai fazer? Será que vai atirar, esfaquear,explodir? O homem chegou com calma perto dela e disse:
- Vocês trabalham com livro de auto-ajuda

Por Aline Fossati

Os riscos do trabalho noturno

Enquanto Porto Alegre "dorme", em suas ruas e avenidas circula uma frota de cerca de dois mil táxis todas as noites. A profissão de taxista tem sido uma das mais perigosas nos últimos tempos, os assaltos se tornaram constantes.
o turno de trabalho de doze horas causa bastante cansaço e muito estresse entre os taxistas, que já iniciam sua jornada de trabalho sem saber se voltarão para casa.
segundo o Sintaxi (sindicato dos taxistas de Porto Alegre), não se tem a quantidade específica de quantos profissionais sofrem assaltos na cidade, mas a maioria dos motoristas tem sofrido com sérios problemas de saúde causados pelo medo e a insegurança que os assombra a cada noite de trabalho.
No ponto de táxi da Avenida Azenha, encontramos José Silva, taxista há 16 anos, sendo que há 6 trabalha nas madrugadas. Já perdeu as contas de quantos assaltosd sofreu durante esses anos.
O que mais ele considerou aterrorizante foi há dois anos atrás quando reagiu ao assalto. Brigando com os assaltantes quebrou a clavícula,bateu o carro,causando assim a perda total.Desde esses assalto ele passou a trabalhar com muito medo.
josé também conta que há um mês três jovens armadas e bem arrumadas o surpreenderam em um assalto " Hoje em dia não se tem mais segurança,quem diria que três mocinhas estariam armadas e que me assaltariam?" Outra coisa que acontece quase todas as noites é que quando passageiros procuram pedindo para ir à ponto de drogas e quando eles se negam a fazer este tipo de corrida os passageiros quebram os vidros,jogam pedras,riscam o carro.
Para José o que o faz permanecer nessa profissão,apesar de tantos problemas, é a necessidade de por o feijão e o arroz todo dia na mesa.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Por que "Macaquinhos no Sótão?"

Escolhi esse nome um tanto estranho para nosso blog, inspirada no livro " O menino maluquinho" de Ziraldo. Considero que o título expressa bem o processo de escritura: a cabeça cheia de ideias que precisam ser ordenadas e transformadas num texto coerente e coeso. O mesmo vale para o movimento de reeescritura: ideias no papel que precisam ser buriladas, após acurado processo de reflexão.
Então é isso aí! Espero que todos vocês tenham muitos macaquinhos no sótão trabalhando para a qualificação do fazer escrito em nossas aulas e fora delas também!
Profª Cláudia